Relato da Aula 05 – Metodologia 1ª Geração

Atividades: Nesta aula falamos um pouco sobre a pedagogia Kodály.

Comentários: Foram elencados nesta aula alguns dos princípios fundamentais do mestre Kodály: “que a música pertença a todos”.  Ele desejava um sistema de educação musical em que a música fizesse parte da vida das pessoas. Para o mestre, a música colabora na formação total do ser humano. Outro princícpio de sua filosofia é a exploração de aspectos da cultura local onde ocorre o ensino musical, no nosso caso, o folclore brasileiro. Na época em que pôs em prática suas ideias (começo do século XX) era uma novidade o aluno no centro da aprendizagem.  Nos dias atuais vivemos quase que uma “permissividade total”, por isso já não talvez valorizemos tanto seus princípios. Seu método baseia-se essencialmente no canto coletivo,  a utilização do sistema de manossolfa, o Solfejo Reltivo e o Dó Móvel, a silabação de figuras rítmicas, como “ta”, “ti-ti” e “ti-ri-ti-ri” e o movimento corporal (porém este mais ligado ao brinquedo cantado, ao movimento ligado a certas canções, não de maneira tão livre quanto foi para Dalcroze). Em sua proposta o ritmo não é ensinado separadamente da melodia, mas conjugado a ela. Ele propôs uma sequência de notas e intervalos a serem aprendidos pelo aluno, porém a Enny levantou um aspecto importante: deveria o método tal qual como ele foi concebido ser adaptado e adequado à realidade brasileira? – uma vez que em nosso folclore encontramos muito mais o intervalo de quinta justa do que o intervalo de terça menor (primeiro intervalo proposto por Kodály).  Para nós, talvez seja muito mais “orgânico” este intervalo de quinta do que o intervalo de terça menor. Outro aspecto que levantei foi sobre a questão da notação convencional. Eu ensino a silabação rítmica para os meus alunos, tenho figuras e fichas com figuras lúdicas que representam as figuras convencionais, porém não ensino propriamente a notação convencional. Eu utilizo essa idéia da silabação rítmica para arranjos com a Bandinha Rítmica.  A Enny disse que acredita que seja importante ensinar a notação, ou seja, seria como alguém aprender a falar mas não aprender a escrever…. Eu não sei, porque eu procuro dar uma formação global para as crianças: valorizo muito os movimentos corporais ligados à escuta, o canto coletivo (por imitação), jogos de improvisação, o conhecimento de estilos, gêneros, a criação individual e coletiva, e utilizo a notação não convencional, como pontos, retas, etc. – enfim… eu não consigo encaixar em uma aula de 50 minutos por semana tudo isso e ainda a notação convencional… Acho que esta deve ficar por conta do aluno que quer aprender um instrumento musical. Imagino que também é frustante aprender a ler algo tão elaborado e não utilizar. Realmente, temos que fazer muitas escolhas com responsabilidades para nossos alunos.

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