Relato da Aula 13 – Didática

Atividades: Dança Circular “The King of the Fairies”,  discussão sobre transdiciplinaridade e assitims a alguns trechos do filme “Sociedade dos poetas mortos”.

Comentários: Eu sempre tive dificuldades em entender a diferença entre interdisciplinaridade e transdiciplinaridade. Ontem pude entender que a “trans” é entre e além das disciplinas, é atitude, é visão, é lógica ternária, é inclusiva. A Enny deu-nos uma ideia que também clareia o sentido geral do termo: inter é hardware, e trans é software, ou seja, a trans é uma abertura do olhar sobre o mundo, em todos os aspectos que a consciência consiga abranger. Tem a ver com dialética, mas não necessariamente opostos que devem se unir, eles têm apenas que conviver. A trans é integradora: antagônicos podem conviver. Tem o terceiro incluído: niveis de realidade, níveis de percepção e o sentipensar. Numa lógica binária sentir é sempre sentir e pensar é sempre pensar. Sobre a consciência:

– Consciência de si: ninguém pode ser um bom educador sem olhar para si mesmo.

– Consciência do outro: resgate de valores de convivência, atitude de entrega para escutar o outro, a mim, o mundo.

– Consciência do todo: interdependência – escola, comunidade, classe. Dependo do outro para o que quero fazer.

– Consciência da necessidade de integrar opostos: sentipensar – hoje é dissocidado o sentir e o pensar – aceitação de opiniões, corpo e mente, concepção multidimensional do ser humano e da vida.

Sobre o filme: assistimos alguns pequenos trechos, mas a Enny explicou-nos que o professor de Literatura queria que os alunos vivessem a literatura na pele, entendesse o que era poesia de verdade, experimentando tudo. Por isso ele os levava para fora da sala de aula, chamava sua atenção para outros aspectos, impensados por eles e talvez por outros professores. No filme o professor diz para eles: “carpe diem”, que significa “aproveite o dia”. Isso foi um chamado de atenção para mim: meus alunos aproveitam minha aula? é uma alegria para eles participar da aula? eu trabalho só para o futuro ou para o agora? eu vivo só para o futuro ou para o agora? Keith Swanwick disse certa vez: “O propósito da música não é criar produtos para a sociedade. É uma experiência de vida válida em si mesma, que devemos tornar compreensível e agradável. É uma experiência do presente. Essas crianças estão vivendo hoje, e não aprendendo a viver para o amanhã. Devemos ajudar cada criança a vivenciar a música agora.”

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