Exposição “A arte na mecânica do movimento”

Local: Centro Cultural Fiesp

Data: 14/05/2011

Evento:   Exposição

 A mostra, com curadoria compartilhada pela Municipalidade de Sainte-Croix (Suíça) e pelo historiador Lucas Bittencourt, apresenta ao público a vocação da cidade para a mecânica de precisão, bem como a passagem do trabalho artesanal para o trabalho industrial, materializados nas caixas de música e nos autômatos.

A exposição está estruturada em três núcleos temáticos: História, Música e Autômatos.

O primeiro tem caráter introdutório e situa geograficamente a comunidade de Sainte-Croix, em sua montanhosa região de invernos rigorosos que marcaram a vida cotidiana do local. Neste núcleo será contada rapidamente a história daquela região, focando o desenvolvimento das técnicas de mecânica de precisão, como a relojoaria e as primeiras caixas de música.

Já no segundo núcleo está centrada a longa tradição desenvolvida em Sainte-Croix e em sua excelência para a criação de mecanismos de música. As caixas de música, criadas no final do século XVIII, são um exemplo notável da mecânica de arte: construídas para entreter, com sua melodia cristalina, e concebidas com técnicas de mecânica de precisão, traço do seu criador, um relojoeiro suíço.  Em sua criação, as caixas de música necessitavam de caixas de madeira que melhor ecoavam suas melodias e, por conta disso, um delicado e preciso trabalho de marchetaria foi desenvolvido. As caixas de música a disco apresentaram inovações técnicas importantes: as melodias eram tocadas com uma potência sonora, e os discos que as continham poderiam ser facilmente trocados, permitindo uma variedade musical até então inédita nas caixas de música tradicionais. Surgida na Alemanha a tecnologia rapidamente seria reproduzida e aperfeiçoada pelos suíços. O declínio das caixas de música foi anunciado pelo desenvolvimento de dois aparelhos semelhantes, o fonógrafo e o gramofone, ambos capazes de gravar sons e reproduzi-los. Lançados no final do século XIX, sua qualidade sonora inicial era precária, com grande número de ruídos. Na década de 1920 o aprimoramento técnico e evidente melhora dos registros e da reprodução fizeram com que os gramofones suplantassem os fonógrafos, ganhando espaço no mercado da automação musical.

Caixa de música a disco:

Gramofone:

Por fim, o terceiro e último núcleo inclui desde pequenos autômatos musicais, como os pássaros cantores, aos autômatos tradicionais de Michel Bertrand, marcados por sofisticados movimentos que emulam truques mágicos, pierrôs escrevendo cartas e equilibristas mostrando seus talentos.

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