Texto “Avaliação: do persecutório olhar autoritário à avaliação para a construção da práxis pedagógica” por Mirian Celeste Martins

Caricaturas e metáforas:

  1. Educação autoritária:

“Aluno bom é aquele que estuda e sabe a matéria! Aluno ruim é aquele que provoca a desorfem. Professor bom é aquele que ensina bem a matéria! Professor ruim é aquele que não domina a classe.

       2. Educação espontaneísta:

“Aluno adaptado é aquele que participa. Aluno não adaptado vive repetindo esteriótipos. Professor adaptado torna-se igual ao aluno e não se reconhece como modelo. Professor não adaptado direciona as atividades.”

        3. Educação democrática:

“Aluno adequado trabalha seus conflitos cognitivos e afetivos. Aluno inadequado não existe. Existe aluno numa certa hipótese que precisa ser mexido pelo educador. Professor adequado constróis a aula em função das hipóteses do aluno frente ao objeto de conhecimento. Assume-se como modelo a ser copiado, re-apresentado e, somente depois, recriado. Professor inadequado não existe, a menos que ele seja solitário. Há um trabalho da coordenação partindo das hipóteses em que ele está, para construir a sua competência.”

– No profissionalismo de sua ação o educador observa a sua ação e a resposta de seus alunos, registra e reflete sobre elas para avaliar e planejar nova ação;

– A avaliação acontece todo dia, ou seja, é um processo contínuo, cotidianamente presente;

– É importante tomar consicência das influências e práticas educacionais que ocorrem nos ambientes em que atuamos;

– Ao avaliar,  devemos tomar cuidado para não cair no rigor técnico-metodológico;

– Avaliar é questionar, investigar, é ler as hipóteses do educando, é refletir sobre a ação pedagógica para replanejá-la;

– Segundo Cesar Coll, as funções da avaliação são: o ajuste da ajuda pedagógica e a determinação do grau do alcance das intenções educativas;

– Cool operacionaliza estas funções, denominando-as de Avaliação Inicial, Avaliação Formativa e Avaliação Somatória;

– Diferentemente do que pensa o senso comum, a avaliação final não é um veredicto sobre o aluno, mas um veredicto sobre o próprio educador e o sistema educacional;

– O maior objetivo do professor deve ser a aprendizagem significativa, de maneira que o conhecimento seja construído através do conflito cognitivo e afetivo gerado no encontro entre o conteúdo da matéria e o conteúdo do sujeito;

– A avaliação não é pois o término de um trabalho, mas abre um novo espeço de trabalho pedagógico;

– A avaliação deve estar a serviço do projeto educativo, deve ser sempre um processo reflexivo e educativo.

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