Reflexão – Quais meus objetivos e valores equanto educadora?

A professora Enny propôs algumas questões, conforme abaixo:

– Onde pretendo chegar com minha proposta didática? Eu desejo que meus alunos tenham um feliz encontro com a Música, com sua linguagem e variedades. Por isso venho buscando desenvolver uma didática que vai ao encontro de seus interesses, de sua realidade e de suas possibilidades, sempre oferendo várias formas de expressão.

Qual é meu projeto para a sociedade? Eu desejo que meus alunos, hoje crianças, tornem-se pessoas de bem e sonho que de alguma maneira, minhas aulas de música tenham contribuído para sua formação.

Como a música pode contribuir para realizá-lo? Acredito que a música pode ajudar a pessoa a ser mais sensível,  desenvolver um senso crítico e estético acerca dela. Além disso, a música é um recurso socializador e educativo no sentido coletivo, ou seja, as propostas das aulas são sempre em grupo: é o cantar junto, tocar junto, brincar junto. Claro que dentro desse “junto” existe o “eu” de cada um.  O aluno tem a possibilidade de ser protagonista e pertencente a um grupo ao mesmo tempo.

Que princícpios teóricos e filosóficos orientam minha ação? Eu me oriento pelos educadores dos métodos ativos: Dalcroze, Kodály, Koellreutter, Gainza, Teca Alencar de Brito, pelos ensinamentos que obtive ao longo de minha experiência com educadores que foram verdadeiros mestres para mim  e também por minha prórpria experiência pessoal, procurando ter um olhar crítico sobre tudo.

Quais são os valores que orientam minha prática? Valores éticos, estéticos, culturais e sociais.

Para mim, o que é educar musicalmente? Para mim é possibilitar de fato que o educando viva a música, se misture com ela, a experiencie no corpo e na alma, que se envolva tanto a ponto de perder a noção do tempo, que ele sinta-se feliz ao conviver com a música, que sofra vários processos de catarse, enfim,  que ele queira viver a música na sua vida cotidiana, que ela passe a fazer parte dela, não que seja uma matéria a mais na escola. Por isso acredito no fazer musical ativo.

Quais são os pontos fortes de minha personalidade criadora? Eu procuro desenvolver recursos pelos quais as crianças vivam a música de forma intensa, através de propostas do imaginário, de improvisos.  Sempre me lembro das palavras do mestre Koellreutter: “não há coisa errada em música, a não ser aquilo que não se pode realizar, o errado é sempre relativo à alguma coisa”. Partindo desse princípio, cada um é um e tem uma forma de expressão, eu jamais podo um aluno ou tento induzi-lo a algo. Somos todos aprendizes, com a diferença que sou mais velha e mais experiente do que eles.

Para quê ensinar música no contexto onde atuo? Acredito que a música vai bem em qualquer contexto. Mas em se tratando de crianças (que é o ambiente que atuo como educadora) elas estão em plena formação. E a música vem ajudar, vem somar, vem fazer alguma diferença na vida delas, na sua formação integral.

Ao final do processo que competências e habilidades o aluno deverá ter obtido? Ao final do processo o educando deve estar diferente (melhor) do que quando começou o processo. Não sei se ele estará cantando mais afinado, mas deverá estar cantando junto, fazendo parte de um grupo, deverá ter aprendido senso de cooperação, estético, crítico, enfim… ainda que não saiba, será uma pessoa melhor que antes.

– A fim de concretizar minhas intenções educacionais, o que deve ser ensinadoO mundo da música é muito amplo e muitos caminhos educacionais podem ser seguidos. Logicamente privilegio em minhas aulas o que eu sei fazer de melhor dentro desse grande universo musical, buscando sempre a variedade de assuntos e possibilidades: o canto, a  expressão, o tocar, o criar algo, a coordenação, isso sem falar nas habilidades humanas, que para mim são as mais importantes, uma vez que não atulo em escolas de ensino especializado em música. Não estou formando músicos, estou ajudando a formar pessoas e a música é o recurso utilizado para isso.  

Como tais princípios se transformam em princícpios metodológicos para  ação? Meu objetivo é unir a teoria e a prática. Em forma lúdica, leve, gostosa, divertida e prazerosa para as crianças, as propostas são um misto de vivência e conteúdo, ou seja, em cada série, para cada faixa etária, sei o que é apropriado só experimentar e o que é apropriado aos poucos teorizar, nomear, conhecer. Para quem assistir às aulas, pode parecer que sou uma espécie de recreacionista musical, porém sei o que estou fazendo,  porquê e para quê estou fazendo tais propostas com as crianças.  Sou uma pessoa estudiosa e procuro sempre embasar minhas propostas. Como o mestre Koellreutter disse, “nada de valetudismo”, tudo tem que ter um porquê.

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