Relato da Aula 9 – Psico

Atividades: Discussão em grupo sobre o Currículo da Idade Média e sobre Vigotski e a Arte.

Comentários:  A professora Rute fez um breve apanhado sobre como era o currículo escolar  na Idade Média: só ia para a escola os meninos que seriam futuros padres. Além disso, o ensino era individualizado, o aluno morava com o professor, era uma formação ligada à sua cultura. No currículo proposto continha:

As Artes Liberais, o Trivium – Gramática, Retórica e a Dialética. O Quadrivium era composto por: Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. O Trivium como campo da Comunicação e o Quadrivium como campo da Ciência. Na época, esses conhecimentos não serviam para nada, apenas para a elevação do espírito.

O grupo Quadrivium é composto a mais pura forma de abstração. Fazendo uma reflexão, por que a música estava neste currículo? Isto nos leva a  crer que eles acreditavam que a música era algo importante para a elevação do espírito, era vista como algo que o homem produzia e que era algo belo. A música ocupava um lugar de destaque; outros conhecimentos já existiam e foram desprezados nestes grupos curriculares.

Com a revolução industrial e o mundo capitalista tudo mudou. A mentalidade capitalista considera que só se estuda o que é preciso para trabalhar, para produzir algo. E a música fica de fora da escola!

O ojetivo da escola não é formar o aluno como ser-humano, mas é formatar o aluno no molde capitalista que interessa, ou seja, a escola não está para desenvolver a subjetividade.

A Cassia comentou que estava bem incomodada com as constatações e lamentações negativas feitas por todos. Porém, fomos convidados a refletir que os problemas são tantos, tão grandes, que não dá para não falar deles. Lógico que acontecem coisas boas e legais também na escola. Eu, dentro da minha sala de aula, posso ser um agente transformador, eu tenho a capacidade de intervir. Isso não é uma visão simplista, romântica, é uma visão política. Mas não devo perder a capacidade de sonhar, apesar de todas as dificuldades.

A experiência estética em última instância, não serve para nada pensando do ponto de vista “produtivo”. Mas eleva o espírito, possibilita uma pessoa melhor, possibilita a experiência da catarse.

A emoção estética tem uma natureza dialética: a contradição, a repulsa interior, a superação e avitória. A arte implica essa emoção dialética que reconstrói o comportamento e por isso ela sempre significa uma atividade sumamente complexa, de luta interna que se conlui na catarse.

Segundo Vigotski, a arte tem por objetivos educar a criação infantil, ensinar profissionalmente as crianças essas ou aquelas habilidades técnicas de arte e educar nelas o juízo estético, ou seja, habilidades para perceber e vivenciar obras de arte.

Nas décadas de 60 e 70 houve um “bum” na qualidade da produção musical. Por que será? o que houve depois  que comprometeu a qualidade da produção musical? Provavelmente porque o pessoal desse período ainda aprendia a ler e escrever na escola, viviam um período de grande democracia, o espírito criativo era mais estimulado.

Em 71 a lei 5692 é aprovada – LDB – e abre-se muitas vagas para estudantes.  Com a escola de massa a qualidade do ensino caiu significativamente, e isso reflete também na arte.  Foi esta lei também que retirou a Educação Musical da escola e incluiu a Educação Artística, a qual deveria abordar todas as linguagens artística, porém todos sabem que isso não aconteceu por inúmeros fatos, entre eles a péssima formação dos professores.

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