Texto “Planejamento, sonhar na ação de planejar”, por Madalena Freire

  • Faz parte do planejar a ação de sonhar;
  • É preciso sonhar e refletir, estudar, planejar, avaliar, reconstruir para conquistar os sonhos, ou seja, para que eles passem a fazer parte da realidade;
  • Um erro: dicotomizar o conteúdo da matéria do conteúdo do sujeito; o professor para planejar deve conhecer o conteúdo da matéria e o conteúdo do sujeito;
  • O planejamento nasce na avaliação;
  • Através do planejamento pensa-se o passado e o futuro para a construção do presente;
  • O planejamento é instrumental básico para a intervenção do educador;
  • Através do planejamento é possível elaborar respostas diante do inusitado para trabalhar a improvisação;
  • O ato de planejar exige do educador uma ação organizada, e este deve ter bem claro seus objetivos;
  • Acompanhar na concepção democrática de educação é interferir, questionar, problematizar, germinando a mudança;
  • Avaliação: os erros só podem ser descobertos depois de cometidos, mas para se tomar a ação correta e replanejar é preciso que o planejamento tenha sido registrado;
  • O planejamento é portanto um processo ininterrupto, processual e organiador;
  • Cada classe, cada grupo de alunos responde de maneira diferente aos estímulos e propostas do professor;
  • O conhecimento se constrói na socialização das diferenças, no confronto das diversidades. A classe não pode ser vista pelo professor como um amontoado de pessoas, muito menos como uma massa homogênea;
  • O modelo tradicional, de respostas iguais e previsíveis já não serve mais, porém o modelo espontaneísta também já mostrou suas limitações pela falta de sistematização de conteúdos;
  • Alguns princípios de ação pedagógica: A construção do espaço interno/ espaço externo e a relação dialética do desvelar/ ampliar;
  • A indisciplina é uma forma de expressão, não é a disciplina que promove a aprendizagem e o desenvolvimento. É preciso buscar não o silêncio, mas a concentração dos alunos, e esta só é obtida através do interesse, do envolvimento, do desejo de conhecer, da curiosidade;
  • Porém não é o educando capaz de dizer ao professor quais são seus interesses e necessidades, cabe ao educador percebê-los;
  • O professor poderá pois ao elaborar o planejamento, partir das questões: para quem planejo? para quê? como? Que recursos são necessários? Como avaliar? O educador poderá também partir dos conteúdos que precisam ser desafiados aos alunos e partindo deles traçar os objetivos e as propostas, e poderá ainda, partir dos materiais que provocam maior interesse dos alunos e a partir deles, traçar os objetivos, conteúdos e propostas de trabalho, não há pois uma receita, uma fórmula para elaborar um planejamento;
  • Se os objetivos do professor são claros, não haverá problemas em caso de  mudanças no meio do percurso, ele saberá lidar e improvisar e retormar (ou não) o caminho;
  • Normalmente, os “planejamentos” são feitos de forma burocrática. Não são lidos por ninguém e são arquivados;
  • Os instrumentos metodológicos que o professor deve ter em mente são: observação, registro, reflexão, avaliação e planejamento. Estes funcionam como um círculo, porque o planejamento gera nova observação, registro, reflexão e avaliação para um novo planejamento e tudo isto dá muito trabalho para o professor!

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