Relato da Aula 07 – PSICO

Atividades: Nesta aula inicamos o estudo sobre Lev Vigotski.

Comentários:   Discutimos um pouco sobre como se dá a formação de conceitos segundo ele.  Diferentemente de Piaget, Vigotski considera fortemente a influência do contexto histórico-cultural, ou seja, não considera apenas o sujeito, mas também o contexto histórico-cultural em que ele está inserido. De fato, ao se comparar crianças da mesma faixa etária  inseridas em ambientes com estímulos adequados, com riqueza de possibilidades, enfim, essas crianças serão diferentes de crianças inseridas num ambiente culturalmente pobre.  Isso quer dizer que o contexto histórico-cultural afeta significativamente a construção da pessoa. Para Vigotski também é impossível aprender algo sem um mediador e existe a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa a diferença entre o que a criança é capaz de fazer sozinha e o que pode fazer com a ajuda de alguém, ou seja, ela está pronta para aprender algo e precisa de um “empurrãozinho”.  Pensando sobre essas coisas, a professora propôs uma reflexão: “o que acontece na mente da criança com conceitos científicos que lhe são ensinados na escola? Como eu ajudo meu aluno a aprender um conceito de forma que tenha significado para ele, ou seja, de forma que eu não lhe dê um conceito pronto, congelado, fabricado?” Como professora atenta preciso aprender a enxergar aquele “minuto mágico” do aprendizado.

Reflexão:  Embora eu não tenha muita experiência como Educadora Musical em termos de tempo, posso dizer que estes  2,5 anos como professora foram muito intensos. Também sou mãe  de uma menina de 4,5 anos.  Tenho entendido neste tempo como funciona de maneira geral a mente das crianças em cada faixa etária que trabalho (de 1,5 anos a 10 anos de idade).  Percebo como elas só aprendem o que elas querem, ou seja, o que lhes é interessante.  Partindo deste pressuposto, proponho aulas muito dinâmicas, com intensa atividade prática.  Suportada pelas idéias dos Mestres Dalcroze, Kodály, Koellreutter, Gainza, entre outros,  proponho atividades com embasamento teórico, ou seja, não invento atividades sem saber que objetivos quero alcançar e porquê razão. Essa prática vem de encontro a uma frase do texto do Piaget trabalhado em aula, “O ensino das Ciências”, em que ele afirma a importância do experimentar pela prórpia pessoa.  Dessa maneirza, ao ensinar um conceito científico para meu aluno asseguro  que ele já o tenha experimentado na prática. Nós “experimentamos” algo e só depois eu digo, verbalizo do que se trata conceitualmente.  Talvez na minha “matéria” Música isso seja mais fácil do que seria por exemplo em História…. mas aproveito-me dessa vantagem do universo musical, essa vertente eminentemente prática. Em outras palavras, nas minhas aulas a prática SEMPRE vem antes da teoria, do conceito.

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